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Artigo elaborado por StrikoWestofen
GmbH
Fornos de fusão
de alumínio para fundição
Autores:
Dipl.-Ing. Klaus Malpohl, Gerente de Desenvolvimento, StrikoWestofen
GmbH
Dipl.-Ing. Rudolf Hillen, Desenvolvimento de Tecnologia de Fusão,
StrikoWestofen GmbH
Tradução Técnica: Eng. Miguel Abate Junior
AICHELIN BRASIL Ltda.
Perfil resumido da StrikoWestofen
GmbH
De acordo com o lema da empresa
"Soluções para Engenharia do lingote ao molde",
a StrikoWestofen GmbH fornece aos clientes da indústria
de fundição soluções sob medida para
fusão e dosagem de alumínio , magnésio e
zinco. Nosso amplo leque de produtos para ligas de alumínio
compreende fornos de fusão e espera da série StrikoMelter®,
fornos de espera e dosagem da série Westomat®, fornos
tipo cadinho, fornos de espera com tanque anexo, fornos fundição
sob baixa pressão e uma gama completa de acessórios
de fundição, como dispositivos de purga de gás,
equipamento de pré-aquecimento, panelas, etc. A StrikoWestofen
também possui o know-how para fabricar instalações
"chave na mão", customizadas ao longo da cadeia
completa de processos, da fusão via tratamento inline
até o vazamento do metal fundido. Além disso, a
StrikoWestofen oferece um portfolio abrangente de serviços,
incluindo manutenção e serviços refratários,
logística de peças de reposição e
otimização de instalações existentes.
Para processos de fusão de magnésio, a StrikoWestofen
pode fornecer a tecnologia completa da planta, desde a separação
do lingote via instações de pré-aquecimento
aos os fornos de fusão e dosadores.
Os equipamentos são fabricados em locais da Alemanha -
em Wiehl-Bomig e na Polônia. Desde 2000, instalações
completas têm sido fabricadas em plantas modernas e certificadas
na Polônia e enviadas por navio, encontrando a aceitação
sem ressalvas dos clientes. Subsidiárias nos EUA, Inglaterra,
China e Brasil (AICHELIN BRASIL Ltda., licenciado exclusivo para
fabricação e fornecimento das soluções
StrikoWestofen para o Mercosul) também possuem instalações
certificadas para fabricação própria, suprindo
os seus mercados locais. Uma rede mundial de serviços
garante a disponibilidade de todo serviço necessário,
desde a montagem de equipamentos até a logística
de peças sobressalentes, em qualquer local em que houver
clientes StrikoWestofen. A oferta dos serviços inclui
montagem e colocação em funcionamento das linhas
de fornos; produção orientada para os serviços
no local, 24 h assistência e fornecimento de peças
de reposição e de desgaste. A Academia StrikoWestofen
oferece produtos específicos e treinamento individual
no cliente, garantindo que a equipe operacional e de serviços
estejam sempre bem treinadas e atualizadas com os últimos
desenvolvimentos.
Endereços:
StrikoWestofen GmbH AICHELIN BRASIL Ltda.
Fritz-Kotz-Str. 2 4 Av. Vela Olímpica, 450
D-51674 Wiehl-Bomig 18087-350 Sorocaba, SP - BRASIL
Fon +49 (0) 22 61 / 70 91-0
Fon +55 (15) 2101-1166 / +55 (15) 9106-9052
Fax +49 (0) 22 61 / 70 91-107 Fax +55 (15) 3325-4178
E-Mail: info@strikowestofen.com E-Mail: migueljr@aichelin.com.br
Internet: http://www.strikowestofen.com Internet : http://www.aichelin.com.br/parceiros.htm
Fatores de custo na Fundição
A situação de custo
da fundição é fortemente influenciada pela
eficiência da central de fusão de metal. Como os
metais não-ferrosos processados na fundição
são muito caros, a perda metálica é um importante
fator de custo. Para alumínio, a perda metálica
de 1% de uma fusão anual de 5.000 toneladas corresponde
a uma perda financeira de mais de R$200.000 (est. R$4/kg).
Considerando rendimento de 50%, esta quantia deve ser atribuída
um total de 2.500 toneladas de peças fundidas. Conseqüentemente,
a perda metálica significa custo extra de 10 a 20 centavos
para cada quilo de fundido. Esta magnitude não deve ser
negligenciada.
Além disso, o consumo de energia pode variar bastante
dependendo do processo de fusão utilizado. Não
somente a eficiência da planta propriamente dita, mas todos
os outros fatores que afetam o consumo total devem ser considerados,
incluindo todas as fontes de energia auxiliares. Da mesma forma
todo o custo relacionado à manutenção e
peças de desgaste devem ser incluidos nas considerações
de custo, bem como o empenho associado com a operação
das plantas. Consideráveis reduções de custo
podem ser percebidas, por exemplo, quando se utilizam dispositivos
mecânicos capazes de transportar e carregar containers,
ao invés de utilizar carregamento manual.
Outro aspecto importante é a qualidade do metal produzido
pelas plantas de fusão e espera, pois essa é uma
condição essencial para uma fundição
de alta qualidade. O número de métodos de ensaio
direto na fundição é bastante limitado.
Isto torna difícil determinar e documentar a qualidade,
especialmente porque não há critério de
avaliação universal. Neste contexto, é vital
ser capaz de reproduzir procedimentos comprovados do processo
global, tão seguro quanto possível, para garantir
uma uniformidade de alta qualidade da fusão. Isso se refere
em especial a procedimentos tais como: inspeção
no recebimento de materiais de entrada, fusão "suave"
da matéria-prima, tratamento correto do metal e, por último,
mas não menos importante, manutenção do
equipamento de fusão e espera.
Não há resposta
universal para a pergunta de como as instalações
de fusão e espera numa fábrica de alumínio
fundido devem ser projetadas. Como regra geral, é recomendada
separação clara entre fusão e espera. Nas
fundições, não só metal sólido
na forma de lingote é fundido, mas também o material
de retorno da operação de fusão, como canais,
galhos, massalotes e escória. Misturar material virgem
e retornos resulta efeito positivo na nucleação
durante a solidificação. Outras tarefas executadas
na fundição incluem o tratamento do metal fundido
e a espera do mesmo na temperatura de vazamento (líquido)
até que seja utilizado. A comprovada regra a seguir permanece
válida inclusive nas operações de fundição
atuais: "Combustível para a fusão e eletricidade
para a espera/manutenção." Esta regra leva
em conta os custos mais favoráveis do gás natural
e óleo mineral versus eletricidade e a alta demanda de
energia térmica dos processos de fusão de alumínio.
A figura 1 ilustra a demanda específica de energia
térmica para aquecimento, fusão e sobreaquecimento
de metais puros. Para alumínio não-ligado, a figura
2 mostra que, de toda a energia térmica necessária,
aproximadamente 58% é utilizada para aquecer a carga até
a temperatura de fusão e 34% para a fusão da carga.
Comparado a essas quantias, o sobreaquecimento subseqüente
para a temperatura de fusão ideal requer apenas uma relativa
pequena parcela do calor total necessário.
Se grandes quantidades de metal são necessárias
e uma unidade de refusão está a uma distância
moderada da planta da fundição, a aquisição
de metal fundido, que será contido em fornos de espera
até a necessidade na fundição, é
uma possível alternativa para a fusão de metal
sólido. Neste caso a tarefa da fusão é limitada
ao processamento do material de retorno, fruto das operações
de fundição. É recomendado refundir o material
de retorno internamente e misturá-lo com o metal fundido
entregue. Conforme mencionado acima, essa é uma opção
atrativa não apenas em razão de custos: A experiência
prática tem provado que tais fundidos têm propriedades
de fundição superiores. Misturando o metal fundido,
que contém somente pouquíssimos núcleos,
com o retorno fundido, que é enriquecido com os núcleos
próprios, possui efeito positivo sobre o comportamento
da solidificação até mesmo na injeção.
Esse procedimento tem reduzido as taxas de escória.
Para a fusão dos lingotes
metálicos e do material de retorno, fundições
de alumínio sob pressão utilizam principalmente
fornos tipo cadinho ou torre.
Fornos de cadinho
As vantagens dos fornos de cadinho
estão na operação e manutenção
simples e o baixo investimento capital envolvido. Com o conceito
de fornos baseado em fornos de cadinho a fundição
consegue produzir também diferentes ligas em pequenos
lotes. Virtualmente não há restrições
ao tipo de liga. O fundido pode ser tratado diretamente no cadinho
e, se necessário, a liga pode ser rapidamente e facilmente
substituída.
Fornos de cadinho utilizados
em fundições de alumínio, assim como unidades
de fusão, geralmente possuem capacidade de até
1000 kg (tipo estático) ou de até 1500 kg (tipo
basculante). As máximas taxas de fusão de fornos
com aquecimento elétrico são de 250 kg Al/h. Fornos
de aquecimento a gás alcançam taxas de até
400 kg Al/h.
A Figura 3 ilustra o princípio
de um forno cadinho com aquecimento a gás. Devido ao arranjo
lateral do duto de exaustão de fumos, a área de
trabalho é virtualmente livre de poluentes. O cadinho
é equipado com uma tampa giratória para economizar
energia durante a espera, minimizando a perda de calor devido
à irradiação da superfície do banho.
Fornos de cadinho com os fumos sendo extraídos acima da
borda do cadinho e uma capa disposta acima do cadinho, quase
nunca são utilizadas atualmente. Uma desvantagem do projeto
desse forno é que os fumos entram em contato com o banho,
afetando negativamente a qualidade do fundido e causando uma
carga poluente muito maior no ambiente de trabalho.
A Figura 4 mostra um forno
basculante com resistências elétricas, completo,
com o dispositivo basculante e o sistema hidráulico. Dentro
do banho o termopar (visível no canto superior direito
da figura), que é usado para medição e controle
da temperatura do banho, é protegido por um tubo de grafite
contra o calor do material fundido. O mesmo projeto é
geralmente usado com fornos de aquecimento a gás.
Nos fornos com aquecimento a
gás o consumo de energia por tonelada de metal fundido
depende não somente do projeto do forno e do tamanho do
cadinho. Outros fatores importantes são o ajuste exato
do cadinho ao tamanho da câmara do forno, regulagem correta
dos queimadores e a condição de envelhecimento
do cadinho. Dependendo do tamanho do cadinho, queimadores a ar
frio consomem aproximadamente 130 150 m3 de gás
para fundir 1 t de alumínio a uma temperatura de 720°C.
Para a mesma tarefa, fornos de cadinho com aquecimento elétrico
requerem uma fonte de energia de aproximadamente 400 kWh. Além
desses parâmetros, também o tempo necessário
para fundir uma carga completa de um cadinho é um fator
importante para a continuidade da operação de fundição.
Por exemplo, um cadinho pré-aquecido a gás com
capacidade de 350 kg e um material remanescente de aprox. 20%,
necessita cerca de 90 minutos para fundir a carga. Um cadinho
de 800 kg requer 130 minutos, ou seja, a diferença é
moderada. Utilizar um cadinho frio pode prolongar o tempo de
fusão para mais de 50%. Fornos com aquecimento elétrico
consomem cerca do dobro do tempo necessário em relação
aos fornos com aquecimento a gás.
Para volumes de produção
maiores, fornos de cadinho já não são uma
opção econômica. Isto é principalmente
devido ao relativo alto consumo de energia específica
e a operação manual dos fornos. O carregamento
manual provoca alto custo de mão-de-obra. Além
disso, somente metal completamente seco pode ser adicionado à
carga, já que material úmido pode ocasionar explosões
e situações perigosas aos operadores.
Forno de fusão tipo
torre
Onde quer que seja necessária
demanda precisa na qualidade do metal, taxa de fusão e
economia, as fundições utilizam fornos de fusão
tipo torre (figura 5). As taxas de fusão
começam a aproximadamente 300 kg/h e podem atingir até
7.000 kg/h em passos de 500 ou 1000 kg/h. De acordo com a taxa
de fusão, é possível prever a capacidade
de espera variando de 500 kg a 20.000 kg na mesma unidade. Geralmente,
qualquer combinação de capacidades de fusão
e espera são viáveis e realizáveis para
atender quaisquer requisitos de funcionamento. A regra aqui é
que o tamanho do banho de espera (em kg) deverá corresponder
pelo menos de uma a duas vezes a taxa de fusão (em kg/h).
Os critérios mais importantes
para avaliar a qualidade de um forno de fusão tipo torre
são:
Alta qualidade do metal, com baixa contaminação
de gases e elementos não metálicos no banho
Baixa perda na fusão (baixa perda metálica devido
à oxidação na atmosfera do forno)
Alta eficiência térmica e baixo consumo de energia
por tonelada de metal fundido
Uniformidade do fundido em alta temperatura, pronto para purga
de Al
Operação simples e segura durante carregamento
e purga de Al
Fácil acesso ao interior do forno. Isto contribui para
a minimização da perda metálica durante
remoção de escória e facilita a limpeza
do forno (remoção de acúmulos sobre o revestimento
refratário)
Baixa exigência de manutenção e vida útil
longa do revestimento refratário
Alto grau de automação, por exemplo, instalação
de um sistema automático de carregamento, sistema de controle
automático do queimador bem como controle da temperatura
do banho e sistemas de monitoramento de temperatura
Clara e estruturada visualização da condição
da planta, com registro de ocorrências e documentação
adequado e reprodutível
Compromisso com normas de meio-ambiente e segurança,
especificamente sobre emissões de ruídos, emissões
de gases de exaustão e concentrações de
poluentes no ambiente de trabalho
A Figura 6 mostra o projeto esquemático de um forno
de fusão tipo torre com aquecimento a gás. Graças
à geometria especial da torre e tecnologia de queimador
dedicado, os passos de processo tais como pré-aquecimento,
aquecimento e fusão estão combinados em uma única
torre de fusão. O metal carregado na condição
fria no topo da torre é aquecido enquanto move-se para
baixo dentro da torre. No processo, o calor é extraído
a partir dos gases da chaminé, oriundos do processo de
fusão na soleira, ou seja, a torre de fusão opera
de acordo com o princípio térmico altamente eficiente
de contra-fluxo. A transferência de calor é por
convecção, garantindo uma troca de energia térmica
já em baixas temperaturas. Quando o metal alcança
a soleira na base da torre, é aquecido suficientemente
para fornecer altas taxas de fusão. Conseqüentemente
o metal é, apenas por um curto período de tempo,
submetido à zona de alta temperatura e ao impacto direto
dos gases do queimador. Isso possui um efeito positivo na perda
de fundidos. Explosões devido ao metal úmido no
carregamento são eliminadas. O metal fundido com baixa
escória escorre da soleira para dentro da câmara
de espera sem turbulências, onde ele é mantido na
temperatura exata de vazamento pré-selecionada. Instalações
maiores de fornos são geralmente providas de um dispositivo
de basculamento hidráulico (figura 5) para purga
de Al, e unidades menores com uma válvula de purga de
Al (figura 7).
As instalações
possuem alto nível de automação. O ponto
de início do carregamento pode ser determinado diretamente
pelo controle do nível de preenchimento no forno ou indiretamente
pela avaliação da temperatura dos gases de escape.
A única operação não automática
é o transporte do material da carga (lingotes e retornos)
para o dispositivo de carregamento. Isto é feito tanto
por carros de carregamento manualmente preenchidos quanto por
empilhadeiras diretamente dentro do dispositivo de carregamento.
O Carregamento começará então automaticamente
pelo sistema de controle do forno.
O projeto do forno incorpora
um sistema de combustão separado para a torre de fusão
e para a área de espera, fornecendo a base para a produção
contínua do metal fundido com uma tolerância de
temperatura de ± 5°C. Esta é a base necessária
para suprir a fundição com metal de modo que a
utilização do equipamento possa ser otimizada.
O projeto do forno câmara-dupla
consiste de uma soleira e um banho de espera em separado, garantindo
a alta qualidade do metal ofertado. A fusão é caracterizada
por uma baixa concentração de suspensão,
contaminantes insolúveis; o teor de hidrogênio é
inferior à solubilidade de equilíbrio. Nesses fornos
tipo torre, ligas de fundição típicas, como
226, 230, 231 e 239, podem ser fundidas com alto rendimento de
metal e uma qualidade metalúrgica que facilmente cumpre
as especificações dos clientes. Por isso este tipo
de forno é, em muitos casos, a unidade de fusão
ideal para as fundições. Contudo, não é
recomendado fundir peças de retorno extremamente diminutas,
como os cavacos, na torre de fusão. A eficiência
dos fornos de câmara dupla é também limitada
em condições de operação com baixa
taxa de purga, inferiores a 150 kg/h, ou mudanças de liga
freqüentes, especialmente se variar de uma liga que contém
cobre para outra que não contém cobre e vice-versa.
Esses fornos tipo torre de fusão
também podem ser projetados com um ou dois tanques anexos
(figura 8), que são freqüentemente utilizados
em associação com células de fabricação.
Um sistema de concha transfere o metal do tanque anexo para a
célula. O material de retorno proveniente da célula
é recarregado diretamente no forno. A qualidade do metal
resultante é apropriada para uma série de produtos
sem nenhum tratamento adicional de fusão. Combinar um
forno torre com uma célula de fabricação
é uma solução altamente eficiente.
Rendimento metálico
Conforme mencionado acima, na
fusão de alumínio a perda do fundido traduz diretamente
em uma perda financeira da fundição. Por outro
lado, aumentar o rendimento metálico no forno de fusão
traz um efeito positivo no período de retorno de investimento
da instalação e é, portanto, um critério
muito importante para a decisão do investimento.
O equivalente financeiro de uma
perda metálica de 1%, a uma taxa de fusão de 1
t/h em funcionamento de 3 turnos, significa aproximadamente R$200.000/ano.
Este cálculo considera o preço do lingote de alumínio
de R$4.000/t e um tempo de fusão anual de 5000 h.
A fim de proporcionar às
fundições dados práticos comprovados sobre
o rendimento metálico da instalação StrikoMelter®
e ser capaz de aconselhar os operadores de fundição
de uma maneira altamente eficiente, a StrikoWestofen elaborou
um balanço metálico completo, levando em consideração
o peso exato de toda entrada e saída de material do forno.
Isso foi realizado com os seguintes objetivos: obter informação
precisa do rendimento metálico, junto com um balanço
metálico abrangente, e criar um quadro confiável
para o cálculo de investimento.
Uma investigação
realizada em uma fundição proporcionou os resultados
mostrados na tabela 1. Os valores obtidos destacam a eficiência
deste tipo de forno. Pode-se observar que a perda metálica
não é determinada pela pesagem da escória
removida do forno, mas pelo cálculo da diferença
entre o metal alimentado e o metal purgado. Uma comparação
posterior com a quantidade de escória revelou que uma
pequena quantidade de metal foi perdida devido à oxidação,
durante o processo de fusão. Globalmente, a investigação
produziu um balanço metálico fechado e completo.
Os resultados das investigações
só podem ser considerados como valores de referência
para as ligas padrão. Em operações práticas
os resultados podem variar, por exemplo, se a interrupção
da fusão não for possível ou se o material
de retorno for de baixa qualidade devido à presença
de contaminantes ou alto teor de flocos de óxidos. Outro
aspecto importante são os cuidados exercidos durante a
remoção de escória. A avaliação
dos registros referentes aos turnos operacionais mostrou que
em alguns casos o rendimento metálico foi de até
0,5% abaixo da medição de referência. Em
fundidos feitos a partir de lingotes puros, esta diferença
tende a ser ligeiramente inferior; em fundidos com alto teor
de material de retorno, tende a ser ligeiramente superior.
Consumo de energia e potencial
de economia
O consumo de energia específica
dos fornos de fusão tipo torre difere substancialmente
entre os vários conceitos de fornos disponíveis
no mercado. Estudos independentes trazem taxas de consumo que
vão desde 580 até 900 kWh/t de alumínio
[1]. Como regra geral, o consumo de energia é influenciado
pelo tamanho do forno, pela temperatura do fundido no banho e
pelo material de entrada (liga, tamanho de grão, etc.)
Para o acima descrito, StrikoMelter® com sistema ETAMAX®,
a StrikoWestofen garante um consumo de energia específico
de 600 kWh/t para operação contínua e uma
temperatura de fusão de 720°C. O valor refere-se à
utilização de lingotes e retornos volumosos como
matéria prima.
Para reduzir o consumo de energia
dos fornos tipo torre de fusão, as seguintes medições
devem ser feitas no local ou tratadas:
Alto grau de utilização do forno, se possível
operação de fusão contínua
Tamanho de torre adaptado à matéria prima. Se
necessário, o aumento da torre deve ser considerado
Operação de carregamento automatizada
Instalação de um laser na torre para monitorar
o nível de preenchimento e otimizar o ponto de início
do carregamento
Instalação de um tampa abafadora na torre
Controle da pressão do forno (se necessário)
Avaliação das informações operacionais
Treinamento personalizado
Geralmente recomenda-se utilizar operação de fusão
contínua, já que qualquer interrupção
no processo resulta em perda de energia térmica. Outra
desvantagem é que sempre que o processo é interrompido,
o metal fundido re-solidifica. Quando o processo é retomado,
a energia de fusão perdida deve ser reposta. Além
disso, esta "fusão dupla" também promove
oxidação e, por conseguinte, a formação
de escória, que traz impacto negativo na qualidade do
metal. Devido à demanda variável de metal na fundição
nem sempre é possível otimizar o uso na capacidade
do forno. Em situações de baixa utilização
do forno, a utilização deverá ser feita
na capacidade de espera do forno. Em seguida, enquanto a operação
de fusão está sendo suspensa, a quantidade necessária
de metal fundido pode ser retirada do banho de espera. Durante
este tempo o forno opera exclusivamente na capacidade de espera.
A perda metálica pode ser minimizada pelo fechamento da
tampa abafadora da torre. Somente quando o banho estiver aproximadamente
50% vazio uma nova etapa de fusão deverá iniciar,
a qual dependendo do tamanho do banho deverá
ocorrer por algumas horas.
O pré-aquecimento do material
é outro fator decisivo na otimização do
uso de energia. A ampla gama de taxas de consumo de energia dos
fornos, resumido na literatura sob o termo "fornos de fusão
tipo torre", é em grande parte devido à diferença
na geometria das torres e aos efeitos resultantes no pré-aquecimento
do material da torre. Um forno tipo torre eficiente apresenta
uma zona de alimentação "a frio", seguida
por uma zona de "aquecimento" na torre, onde o material
é pré-aquecido, e uma zona de fusão onde
a densidade de energia deverá ser a maior possível.
Outra condição importante para uma alta taxa de
utilização de energia térmica é uma
torre uniformemente carregada com altura de preenchimento elevada
e grande densidade de acomodação da carga.
O carregamento do forno é
geralmente por meio de dispositivos de elevação
e basculamento. O carregamento deve ocorrer automaticamente,
ativado por um sensor que detecta com segurança o progresso
da fusão na torre. Para assegurar que a torre está
preenchida de forma otimizada o tempo todo, a secção
transversal da torre deve ser escaneada por um feixe de laser
em uma posição adequada abaixo do dispositivo de
carga. Tão logo que o sensor sinalizar que a torre está
vazia naquela posição, o sistema de controle do
forno irá automaticamente iniciar o carregamento do forno.
Este sistema de monitoramento a laser detecta o nível
de preenchimento diretamente na torre, habilitando o início
do processo de carregamento o mais rápido possível,
independente da forma, tamanho e densidade volumétrica
do material de carregamento. Esta abordagem explora de maneira
otimizada as vantagens do princípio de funcionamento da
torre e atinge maior eficiência energética em relação
à procedimentos indiretos, como medições
de temperatura do forno ou operação baseada no
controle de tempo. Numa fundição típica,
a eficiência pode ser melhorada através da instalação
de uma mesa de rolos como dispositivo de carregamento, vide figura
9. As instalações de controle do carregamento
e do forno são coordenadas de maneira que o manuseio e
transporte dos materiais de retorno e lingote se posicionam de
maneira totalmente automática. Isto reduz ao mínimo
o trabalho físico a ser executado pelos operadores. Os
funcionários ficam disponíveis para outras tarefas.
Assim, este passo no sentido de aumentar a automatização
também contribui para aumentar a produtividade no trabalho.
A temperatura superficial dos
fornos é frequentemente usada como medida para a radiação
perdida. Entretanto, esta abordagem negligencia as perdas de
calor através das portas do forno e perdas durante carregamento,
que também devem ser levados em conta. Todas essas perdas
são fatores que co-determinam a eficiência tecnológica
do forno. Consideráveis quantias de calor escapam através
de portas com deficiência na vedação. Se
as portas localizadas na área das zonas quentes de fusão
necessitarem ser abertas para carregamento, cada operação
de carga dá origem a enormes perdas adicionais de calor.
Fornos de fusão projetados para carregamento de metal
de cima para dentro da zona fria da torre, ao contrário
sofrem praticamente nenhuma perda de calor durante o carregamento.
Eventualmente, a única medida para o desempenho energético
do forno é a eficiência global, a qual é
obtida multiplicando-se a eficiência do sistema de queima
pela eficiência tecnológica do forno. Bons fornos
de fusão tipo torre atingem eficiências maiores
que 50%.
Qualidade do metal
Considerando que, no passado
a fundição era utilizada predominantemente para
produtos produzidos em massa, hoje a gama de produtos foi ampilada
incluindo também componentes que devem atender requisitos
de qualidade mais rigorosos. Isto é devido ao desenvolvimento
de novas ligas e técnicas de fundição para
fundidos dúcteis, soldáveis e tratadas termicamente.
Por exemplo, fundições para engenharia automativa,
como carcaças automotivas e componentes do chassi feitos
de alumínio.
Defeitos típicos de fundição,
como inclusões de óxidos e porosidade são
freqüentemente causadas pela qualidade insuficiente do metal
fundido. O tratamento de fundidos por purga de gases tem se tornado
uma prática comprovada nas fundições de
alumínio. O tratamento geralmente é realizado em
uma estação de desfaseificação (FDU)
enquanto o fundido está na concha de transferência
a caminho do forno de fusão para o forno de espera ou
de tanque anexo. Se esta etapa de processo puder ser dispensada,
as vantagens para a fundição são múltiplas.
Isto economiza tempo, capital investido e, por último,
porém não menos importante, na energia, visto que
sempre que um fundido é tratado numa estação
FDU, ele resfria. Neste contexto, a qualidade do fundido no forno
aparece sob uma nova luz. Com uma limpeza suficientemente boa
do fundido, a temperatura do metal pode ser reduzida já
que um tratamento do banho pode ser dispensado.
Um método simples, rápido
e comprovado na prática para avaliar o grau de limpeza
do metal fundido é o teste de densidade a vácuo
(figura 10). Ele fornece o índice de densidade
(DI) do metal. Este parâmetro misto permite conclusões
a serem elaboradas tanto para conteúdo de hidrogênio
quanto para o conteúdo de inclusões do fundido,
servindo como um indicador para uma potencial propensão
da fusão na origem dos defeitos de fundição.
Quanto maior o índice de densidade, maior será
o risco de porosidade no fundido.
A limpeza que poderá ser
alcançada no fundido é influenciada pelos processos
de fusão e espera e pela qualidade do material carregado.
Portanto, a base para a qualidade de um fundido é prevista
o quanto antes no forno de fusão. Para ligas padrão
alumínio-silício, fornos de fusão dupla-câmara
da série StrikoMelter® normalmente alcançam
índice de densidade do fundido entre 4% e 8%. Com índice
de densidade nesta faixa a produção é, em
muitos casos, fundida sem nenhum tratamento adicional. Graças
à separação clara das zonas de espera e
fusão, um fundido de alta qualidade pode ser obtido mesmo
quando se carregam materiais de qualidade inferior. O tamanho
do banho de espera, especialmente a limitação da
profundidade do banho menor que 600 mm, e o ajuste de uma temperatura
uniforme dos queimadores contando com tecnologia de regulagem
moderna são fatores fundamentais para a obtenção
de um metal de alta qualidade. Adicionalmente, com a capacidade
de banho generosamente dimensionada, a fusão pode ser
realizada em tempo suficiente, influenciando favoravelmente o
seu grau de limpeza.
Medições em um
forno de fusão tipo torre StrikoMelter® mostram como
um processo de fusão otimizado e controle de temperatura
eficiente traduzsem em uma alta qualidade de fusão. Na
concha de transferência, imediatamente após a purga
do metal, valores de DI entre 4% e 5% foram observados. A temperatura
de purga neste caso foi 740 °C. Valores de DI tão
baixos são geralmente suficientes para transferir o fundido
diretamente para o forno de tanque anexo ou forno dosador, sem
necessidade de desgaseificação.
Quando forem produzidas fundições
de alta escala, por exemplo, fundições dúcteis
altamente carregadas, o tratamento do metal fundido pode iniciar
já no banho de espera do forno de fusão por meio
de plugs porosos (figura 11). Os principais objetivos
do uso da injeção de gás inerte (nitrogênio
ou argônio) são primeiramente para pré-limpeza
do metal fundido, ou seja, a desgaseificação do
fundido em um ritmo superior pode ser obtida no banho de espera
e, em segundo lugar, para homegeneizar o metal fundido. Este
último também reduz o consumo de energia durante
a espera subseqüente. Entretanto, o tratamento através
dos plugs porosos instalados na parte inferior da câmara
de espera não é recomendado se o forno for carregado
por bateladas ou se a câmara necessitar esvaziamento freqüentemente.
Adicionalmente, com temperaturas de banho de 800°C e acima
dependendo de certos elementos de liga os plugs porosos
podem entupir c/ o metal fundido. Esta situação
prejudica a eficiência da injeção de gás
e/ou aumenta o consumo do mesmo.
A Figura 12 mostra a curva do índice de densidade
do fundido no banho de espera em um forno de fusão tipo
torre com câmara-dupla após o início da injeção
de gás inerte pelos plugs porosos. Após um período
de desaeração, o índice de densidade diminui
continuamente. Com uma baixa temperatura de fusão de 700°C
e conteúdo muito baixo de óxidos e outros contaminantes
sólidos, um excelente valor DI final inferior a 1,5% pode
ser atingido.
Fornos de fusão de
cavaco
Durante os últimos anos,
muitas fundições têm investido pesado em
maquinas de usinagem para internamente retrabalhar as peças
fundidas. Isto foi e continua sendo feito especialmente para
responder à crescente demanda da indústria automotiva,
para peças que necessitam maior acabamento. Como resultado,
a quantidade de cavacos metálicos provenientes de algumas
fundições tem atingido dimensões que fazem
da reciclagem interna na própria planta uma alternativa
economicamente atrativa em relação à venda
dos cavacos às usinas de reciclagem externas ou fundições
secundárias.
Fundições geralmente
avaliam o investimento em um forno fusor de cavacos sob o aspecto
de rendimento metálico, já que o bônus financeiro
gerado pelo aumento do rendimento metálico irá
reduzir dramaticamente o período de ROI (Retorno sobre
Investimento) da planta. Aqui deve ser levado em consideração
que o rendimento metálico é determinado pelo tipo
de liga específico, bem como a forma e condição
dos cavacos. Quanto maior a fração de grãos
finos no carregamento de cavaco e quanto menor for a espessura
do mesmo, pior será o rendimento metálico. Um sistema
de fusão de cavaco tecnologicamente avançado sempre
irá incluir a análise desses parâmetros críticos
de carregamento.
Um forno de fusão destinado
à refusão de cavacos metálicos deve integrar
uma unidade de condicionamento de cavacos, que garante que os
cavacos estão carregados dentro do forno na condição
mais seca quanto possível. Cavacos úmidos não
somente reduzem o rendimento metálico. Eles também
causam fumos e fuligem, sendo necessária limpeza dos gases
de exaustão.
Em princípio os cavacos
também podem ser fundidos em fornos de cadinho por indução.
Aqui a pesada, parcialmente vertical, agitação
do banho faz com que os cavacos facilmente mergulhem abaixo da
superfície do banho. Esta é uma pré-condição
indispensável para a baixa perda metálica. Como
alternativa, fornos de câmaras múltiplas aquecidos
a gás têm sido desenvolvidos com uma câmara
especial de espera anexa, para adição dos cavacos
metálicos. A Figura 13 mostra um sistema equipado
com uma bomba de circulação e um bloco refratário
dedicado para fusão de cavacos metálicos. O bloco
refratário e a bomba formam uma unidade integrada. A bomba
succiona o metal da câmara de espera do forno e o impulsiona
para dentro do bloco (figura 14). A bomba é montada
sobre uma estrutura de aço. Isto facilita a remoção
para fora do banho, para manutenção ou limpeza.
Na parte inferior do bloco é criado um vórtice,
o qual rapidamente arrasta os cavacos para baixo da superfície
metálica do banho, derretendo-os com isenção
de ar conhecido como fusão submersa. O metal circulante
conduz à rápida homogeneização térmica
e química do banho. O movimento contínuo do banho
traz efeitos positivos: o processo de aquecimento do banho para
a temperatura necessária consome menos energia e a temperatura
de purga do metal fundido é caracterizada por alta uniformidade.
Este sistema atinge rendimentos metálicos maiores que
98%. Estes valores são baseados em medições
abrangentes de desempenho realizadas em diversos fornos de fusão
de cavacos. A forma e propriedades dos cavacos neste caso
principalmente do tipo contínuos bem como as ligas,
foram bem adaptadas para refusão. No final do processo
de fusão, a quantidade de escória superficial na
câmara do banho foi muito baixa (figura 15). Esta
escória pode ser facilmente removida pela porta de limpeza.
O metal residual é tratado por fluxo de escória
adicionado em pequenas quantidades. Isto cria escória
relativamente seca, a qual é facilmente removida do forno.
Em fornos de câmaras múltiplas
com projeto avançado, cavacos metálicos podem ser
fundidos juntamente com lingotes e material de retorno. Uma solução
possível é o forno de fusão tipo torre adicionalmente
equipado com tanque anexo de carregamento de cavacos (figura
16). Este forno combinado tem a vantagem de apresentar baixo
consumo de energia específica e prevê a possibilidade
de combinar todos os processos de produção de liga
em uma única unidade de fusão, em geral com reduzida
necessidade de recursos. Se cavacos de diferentes ligas ou cavacos
úmidos forem fundidos, os mesmos não devem ser
misturados em uma única câmara de espera já
que isto afeta negativamente a qualidade do metal. Neste caso,
é recomendado fundir os cavacos separadamente.
Gestão operacional
do forno
Durante os últimos anos,
os preços de matérias-primas estão em crescimento
constante. A queda de preços atual não é
suscetível de manter-se por muito tempo. Isto se aplica
para metais e energia. A disponibilidade limitada destes recursos
e a demanda crescente farão com que a situação
dos custos fique cada vez mais aguda em longo prazo. Isto só
poderá ser combatido pelo aumento da eficiência
do uso da matéria-prima e energia. Em operações
de fusão metálica isto significa primariamente
que o rendimento metálico deve aumentar e o consumo de
energia diminuir.
Um gerenciamento eficiente da
unidade de fusão só é possível através
da disponibilidade de informações adequadas de
desempenho das instalações de fusão. As
informações necessárias são capturadas
e fornecidas pelo sistema de controle do forno. Ele registra
as informações operacionais do forno e utilização
do equipamento, assim como o consumo metálico e energético.
Assim, cabe ao gerenciamento de produção analisar
e validar as informações do processo.
Sistemas modernos de controle do forno capturam, visualizam e
armazenam informações relevantes do processo. O
painel operacional atua como interface entre o operador e a máquina
(figura 17). A operação é conduzida
através de um Menu. As informações em tempo
real do processo são visualizadas em uma estrutura limpa
e por ilustrações auto-explicativas em uma tela
colorida (figura 18). Sub-menus estilo "pop-up"
podem ser abertos para visualização de maiores
detalhes. Informações sobre o estado atual do forno
e até mesmo registros do turno atual podem ser abertos
a qualquer momento, pressionando-se um botão (figura
19). Se as informações são registradas
e armazenadas em um dispositivo de armazenamento removível,
elas podem ser transferidas por um dispositivo de hardware para
o computador do cliente. Alternativamente, os arquivos de histórico
de utilização podem ser transmitidos do campo para
o nível de gerenciamento via Ethernet. Entretanto, um
gerenciamento eficiente do forno não necessita de dados
abundantes, mas de uma apresentação claramente
estruturada das informações de processo, qualificada
para uma análise comparativa. Assim, a avaliação
externa dos dados é feita utilizando um software de planilha
padrão. Uma aplicação especificamente programada
e dedicada é fornecida pelo fabricante. Como padrão
mínimo, registros do forno devem incluir informações
sobre os modos operacionais e tempos operacionais, bem como curvas
de temperatura e arquivos de mensagens relevantes para garantia
da qualidade. Se o forno é equipado com uma célula
de pesagem, as quantidades alimentadas e removidas, incluindo
as quantidades removidas durante a limpeza, devem ser compiladas.
As informações são complementadas pela validação
do consumo de combustível. Um registro completo, conseqüentemente,
contém os consumos médios de energia, consumos
pelos modos operacionais e o consumo de energia específica;
ou seja, em relação à taxa de fusão.
Para uma visão clara, isto pode ser útil para a
saída de dados de turno ou validações por
dias, semanas, meses ou anos. Os registros podem ser adaptados
a solicitações individuais de cada cliente.
Assim, a gestão da produção
tem em mãos um instrumento eficaz para capturar dados
de desempenho dos recursos e compará-los com dados antigos.
Este conhecimento habilita conclusões a serem elaboradas
para a operação e condição da instalação
do forno. Isto compõe a base para início de uma
organização orientada ou medidas de melhorias técnicas
capazes de explorar recursos disponíveis da melhor maneira
possível e incrementar a eficiência da produção.
Referências: [1] Bayerisches
Landesamt für Umweltschutz (Hrsg.): Effiziente Energienutzung
in Nicht-Eisen-Metall-Schmelzbetrieben, Augsburg 2005
Autores: Dipl.-Ing. Klaus Malpohl, StrikoWestofen GmbH, Leiter
Entwicklung (kma@strikowestofen.com)
Dipl.-Ing. Rudolf Hillen, StrikoWestofen GmbH, Entwicklung Bereich
Schmelztechnik (rhl@strikowestofen.com)
Legendas:
Legendas
Tabela 1 Rendimento metálico de um forno de fusão
tipo torre StrikoWestofen para diferentes materiais de carregamento
Figura 1 Índice de calor específico para ligas
NF
Figura 2 Calor necessário para aquecimento, fusão
e sobreaquecimento de alumínio puro
Figura 3 Desenho esquemático de um forno cadinho com aquecimento
a gás
Figura 4 Forno cadinho com aquecimento elétrico e basculante,
StrikoWestofen GmbH
Figura 5 Purga de Al de uma torre de fusão basculante
da StrikoWestofen GmbH
Figura 6 O princípio de contra-fluxo térmico do
forno de fusão tipo torre garante utilização
otimizada de energia e alta qualidade do metal
Figura 7 Carregamento conveniente do forno torre; para purga
de Al, c/ válvula instalada; StrikoWestofen GmbH
Figura 8 Fornos de fusão tipo torre com tanque anexo na
lateral para remoção direta de metal, ex. por uma
concha
Figura 9 Mesa com rolos usada como buffer para containers em
carregamentos totalmente automatizados
Figura 10 Seções de três amostras de teste
de densidade a vácuo ilustram as diferenças na
porosidade para diferentes valores DI
Figura 11 Plugs porosos instalados na parte inferior da câmara
de espera melhoram a qualidade do banho por injeção
de gás inerte
Figura 12 Índice de densidade decrescente do metal fundido
no banho de espera devido à injeção de gás
via plugues porosos
Figura 13 Instalação de fusão de câmaras
múltiplas com câmara anexa adicional na lateral,
para fusão rápida de cavacos metálicos
Figura 14 Durante a refusão do cavaco a bomba de circulação
e um bloco refratário dedicado garantem a alta qualidade
do metal
Figura 15 Formação mínima de escória
graças à tecnologia sofsticada de refusão
de cavacos
Figuras 16 a e b Forno de fusão combinado para lingote
e material de retorno bem como cavacos metálicos
Figura 17 Sistema moderno de controle de forno com painel operacional
e aquisição de informações de processo
Figura 18 Gráficos de alta resolução, visualização
estruturada limpa do forno e das informações de
processo
Figura 19 Exemplo de um registro de turno incluindo todos os
fatores importantes e consumo de energia
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